30 de setembro de 2016

Andrea Dietrich

Energy flows where the attention goes

 September 30, 2016 – para Meio & Mensagem

Essa frase não é nova, e alguém já ouviu ela por aí. Eu ouvi de uma amiga no meio de um momento de reflexão, adorei e dali em diante acabei usando um pouco dessa inspiração nos encontros que tenho feito com alguns amigos.

Amigos que estão passando por um momento de transformação e que simplesmente buscam entender o que é o seu grande papel no mundo, como podem fazer a diferença em seus “minimundos”, como se manter produtivo e acima de tudo ser feliz. Como isso tem acontecido com certa regularidade, achei bacana compartilhar por aqui e quem sabe colaborar para mais momentos de transformação e reflexão.

Li no especial da Exame de setembro o numero de 200 milhões de pessoas sem trabalho no mundo e fiquei pensando em quanta energia e capital criativo e intelectual estão sendo desperdiçados. Desperdiçados pois produtividade cada vez será menos associado a  ter um “emprego formal”.

O mundo esta passando por grandes transformações e o futuro do trabalho foi um dos grandes temas no encontro do World Economic Forum deste ano em Davos. Ao mesmo tempo que trazem nos estudos o ponto de atenção em relação a substituição do trabalho humano versus a eficiência das maquinas, trazem uma reflexão bastante relevante sobre as competências que serão cada vez mais requeridas do profissional do futuro. A criatividade, até então listado como 10o atributo mais valorizado, passa a ser o 3o na reconfiguração projetada até 2020.

Criatividade e a capacidade em lidar com situações complexas. Parece que existe uma grande relação uma com a outra. E isso reflete diretamente as transformações que o mercado está passando. Onde passará a ser cada vez menos eficaz fechar as pessoas em “caixinhas”, e trava-las para desempenhar uma certa função técnica.

Ao invés disso, a necessidade de buscar pessoas com alinhamento cultural, que consigam alinhar seus propósitos individuais com os propósitos das empresas, e com isso passam a ganhar muito mais, uma vez que quando um individuo trabalha alinhado com aquilo que acredita e que o move lá no fundo, ele produz muito mais e muito melhor. Alias, esse foi um dos pensamentos divididos pelo CEO da Elektro, Marcio Fernandes, na EpocaNegocios dia desses (http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/09/respeitar-uma-pessoa-no-trabalho-nao-e-so-falar-baixo-com-ela.html).

Há quem diga que o modelo de trabalho do futuro será um grande coworking, onde as competências de cada individuo vão ser valorizadas e disponibilizadas para desenvolvimento de projetos que requerem aquele atributo. Imagine o dia que trabalharemos somente com o que amamos, e portanto com o que fazemos de melhor, e somos remunerados pela dedicação a aquele tema naquele período.

Eu estou tendo o prazer de experimentar um pouco desse novo modelo de trabalho e tenho me surpreendido com as possibilidades, com a flexibilidade, com modelos baseados na confiança e na paixão. A delicia de juntar experts e apaixonados para colaborar juntos num desafio, que se dedicam intensamente num período para a entrega daquele projeto e na sequencia estão livres para fazerem outros tantos que surgirem.

Tudo bem, mas esse modelo é eficiente? E ai vem o mais divertido, descobrir que as vezes a gente está preso em modelos pré estabelecidos que você percebe que não fazem mais sentido, tornando prazos e custos muitas vezes “doloridos” para quem compra. E aí você se depara com frases como: “me apaixonei pelo job e não consegui parar de produzir” ou “vamos trabalhar e você me paga quanto achar justo pelo que produzirmos”. Resultado, jobs sem atrasos, com times enxutos e focados, a preços bastante acessíveis. Um modelo que permite tirar o melhor de cada um, com o prazer de doar o seu melhor. Com certeza vou usar muito desse aprendizado daqui em diante nos meus próximos desafios.

Hoje em dia ficou cool se aproximar das startups, mas muito mais do que estar próximo para ter projetos mais rápidos e inovadores, é a oportunidade de aprender a trabalhar como uma startup.

Pode ser que tenho dado uma grande sorte com as pessoas com quem cruzei, mas digo que tenho circulado bastante e acho pouco provável estar enganada.

Bom, mas estava fazendo um paralelo do tema discutido em Davos com esses meus encontros e o que trago nessa experiência de poucos meses num formato diferente de trabalho, e o que vejo são muitas oportunidades para diversas peças se encaixarem.

Muito conhecimento não canalizado e muita gente precisando de ajuda. Um grande Tinder de competências e deficiências opensource. E para dar match, basta estar aberto a ver o novo, a pensar diferente e mais algumas dicas: circular pelos coworkings e encontrar as pessoas e empresas incríveis que estão produzindo por la, entrar em redes de networking como o Beer or Coffee e aceitar um café com um desconhecido, participar de palestras free que tem aos montes (vide eventos no Cubo, Campus São Paulo e outros tantos que tem surgido graças ao sucesso do modelo “inbound marketing”) e buscar aprendizado em cursos e aulas gratuitas no Coursera, no Youtube, no Udemy. O mais importante é manter a energia circulando.

E viva a internet aberta, que proporciona essa liberdade e essa rede produtiva e positiva com a enorme vontade de fazer nosso mundo melhor e mais eficiente. Viva a criatividade e a curiosidade, habilidades só nossas, que nos impulsionam a sermos cada dia melhores.

TAGS

colaboração freelacer futuro do trabalho